Janela Indiscreta

Este blogue foi recomendado pelo Pedro Rolo Duarte no seu programa Janela Indiscreta, da Antena 1, a 28-07-2010.
A história chegou ao fim, foram 42 episódios ao longo de meio ano. Mas ela está cá toda, é só consultar o arquivo do blogue, começando em Julho de 2010. Ou escolha o episódio que quiser, utilizando a caixa de pesquisa, aqui ao lado.
À laia de motivação, aqui fica a republicação do 1º Episódio.

13 de agosto de 2010

Intermezzo # 4

BEBÉS




Desculpem este desabafo, mas tem que ser! (A saga "Cloning" continua como habitualmente no próximo Domingo).

Escolhi fotografias de extrema doçura por duas razões:
Em primeiro lugar, damos conta do quanto estes bebés têm em comum com os seus parceiros humanos. São seres giros, mas completamente indefesos, precisam de carinho e segurança. Assim, o contraste é maior, quando pensamos que muitos destes cachorrinhos são maltratados e/ou abandonados. Há quem os deite ao lixo, os tenha a viver acorrentados, ou fechados numa caixa, todo o dia sozinhos… Nem é bom pensar!
Em segundo lugar, a fim de chamar a atenção que, por mais amorosos que estes bebés sejam, não são bonequinhos, mas sim seres vivos, que crescem, com todas as suas necessidades e caprichos.



Vem isto a propósito do abandono dos animais de que se dá conta, navegando pela blogosfera. Porque muita gente, ao adquirir um cachorrinho, pensa que está a levar um brinquedo para casa, para entreter as crianças, ou para o ensinar a fazer piruetas. E, quando constata que é preciso tempo e uma infinita paciência para ensiná-lo e dominá-lo, deita-o fora, como se de uma raquete de ténis se tratasse, depois de se constatar que aquele tipo de desporto não se enquadra na nossa vida!

Minha gente, vamos esclarecer uma coisa de uma vez por todas: CÃES COMO O REX (POLÍCIA) OU A LASSIE NÃO EXISTEM!!! Cães que surgem em filmes ou séries de televisão não passam de actores que, à semelhança dos seus colegas humanos, se limitam a representar um papel, sob indicações e ordens bem claras.

Um cão é psicologicamente quase tão complexo como um humano. Adoptando-o, tem que se investir muito tempo e muita paciência na sua educação. Deve ser considerado um membro da família e, antes de tudo, precisa de aprender regras elementares de convivência connosco. Frustrado ou traumatizado, pode tornar-se num animal perigoso (à semelhança das pessoas). Por outro lado, poucas coisas há na vida melhores do que estabelecer uma relação de 100% de confiança com um cão. Trata-se de amor/amizade puros e simples, sem interesses nem segundas intenções (grande parte dos humanos nunca experimentou um sentimento deste tipo).



Por isso, o meu apelo aos pais: se não estão dispostos, ou não têm tempo, para tratar de um cão, não o dêem de presente aos filhos, confiando que os petizes se encarregarão dele. Salvo excepções, uma criança só estará apta a educar um cão e a tomar uma responsabilidade dessas a partir dos treze ou catorze anos.

Se as suas crianças suplicam por um cão, proponho o seguinte: arranje um para as férias, de alguém que, se não tiver onde o deixar, o abandona. E observe! Se os seus filhos, passados dois dias, não acham mais piada ao animal, livre-se de adoptar um! Se, pelo contrário, passam as férias a ocupar-se dele e ficam tristes quando ele tiver que regressar a casa, assim sim: dê-lhes o cachorrinho que os miúdos merecem!

Mas não tão pequenino como o da próxima fotografia, que não terá duas semanas, pois ainda não abriu os olhos. Os cachorrinhos devem passar pelo menos as suas primeiras oito semanas na companhia da mãe.



As fotografias foram tiradas do site do PJRTClub of Germany, cujo link também se encontra na barra lateral. Se quiser ir directo às dos cachorrinhos, clique aqui.

Na barra lateral encontra também dois blogues que se dedicam à protecção dos animais em Portugal: AGIR pelos animais e Blog dos Bichos.

6 comentários:

.I. disse...

Daqui a pouco também estás a dizer que o Garfield não fala (é que só faltava mesmo essa!):

antonio - o implume disse...

O Rex não existe? E eu que estava a pensar nomeá-lo como cão guia do nosso PGR.

Marreta disse...

Belo manual de instruções. No entanto, para muitas pessoas, é como se fosse escrito numa língua estrangeira que não compreendem

Saudações do Marreta.

Kássia disse...

.I., não pretendo pôr os outros animais ao nível dos humanos, mas eles estão longe de serem meros objectos. Têm sentimentos!

antonio, o Rex talvez devesse ser nomeado PGR. Ficava, pelo menos, melhor na fotografia ;)

Marreta, concordo. Quem não quer saber, não ouve, nem percebe. Mas, pronto, senti necessidade de dar o meu contributo para a causa.

Kássia disse...

P.S. Eu sei que nós estamos em primeiro lugar e, enquanto houver tantos humanos (principalmente crianças) a sofrer no mundo, devíamos primeiro cuidar deles.
Por outro lado, os animais que sofrem não têm culpa disso. E também não acho bem deixá-los sofrer só porque estão um degrau mais abaixo na hierarquia.

Além disso, quem faz mal a animais, também não é, regra geral, uma grande simpatia para os seus parceiros humanos...

papoila disse...

Chego aqui atraída pela foto do seu perfil!
Cão lindo!
Temos mesmo proteger os animais, claro que há muitas pessoas em sofrimento, mas uma coisa não impede a outra...
Cada um, poderá ajudar à sua maneira.